22/05/2019

Atenta à expansão da Internet das Coisas e às vantagens de novo padrão de conectividade, instituição se prepara para novas demandas do mercado de energia


Como as técnicas de energy harvesting – ou “colheita de energia” em tradução literal – podem ser úteis ao setor elétrico ou à eletromobilidade? As respostas para essa pergunta serão dadas na palestra que abre a programação da Arena de Tecnologia e Inovação Lactec, às 10h30 do dia 28 de maio, durante o Energy Solutions Show, evento paralelo ao Brasil Windpower, no Transamérica Expo Center, em São Paulo. A intenção é apresentar alternativas e soluções autossustentáveis para alimentação de equipamentos eletroeletrônicos, que acompanham as tendências de expansão no uso de dispositivos conectáveis.

O crescimento na aplicação do conceito de IoT (sigla em inglês para Internet das Coisas) nos mais diversos segmentos – inclusive no mercado de energia – acarreta a necessidade de se ampliar os pontos de energia elétrica para recarga das baterias ou dos supercapacitores desses dispositivos. O mesmo vale para a expansão no uso dos veículos movidos à eletricidade – patinetes, bicicletas e automóveis. O pesquisador do Lactec, Lourival Lippmann, mostrará que as metodologias de energy harvesting, usando técnicas de diferencial de temperatura, indução magnética ou piezoelétrica, por exemplo, podem ser alternativas viáveis para atender a essa demanda.

Na sequência, às 11h15, a Arena de Tecnologia e Inovação Lactec recebe a coordenadora de P&D e Inovação na AES Tietê, Julia da Rosa Howat Rodrigues, que fará a palestra “Como a digitalização está transformando o setor de energia elétrica?”.

No dia 29, às 10h30, os participantes do Energy Solutions Show e Brasil Windpower terão a oportunidade de conhecer as vantagens do novo padrão de conectividade sem fio – Wi-SUN, que pode ter ampla aplicação no setor elétrico, dando suporte à implantação das redes inteligentes. “Para um sistema smart grid funcionar em sua plenitude, são necessárias redes de comunicação robustas, muitas vezes, disponíveis apenas nas grandes cidades. E essa é uma preocupação em vários países. Por isso, diversos institutos internacionais de normalização têm atuado no fomento da criação de um padrão mundial de conectividade, que atenda principalmente às demandas do setor elétrico”, esclareceu Lourival Lippmann, que também conduzirá essa apresentação.