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Lactec realiza primeiro ensaio do modelo reduzido de hidrelétrica Angolana
 No dia 23 de julho a Diretoria do LACTEC, através de seu Diretor de Operações Tecnológicas, Mauricio Müller e de sua Diretora Administrativa Financeira, Vanessa Muniz, recebeu a visita do Engº. Paulo Matos, Diretor Nacional de Energia do Ministério de Energia e Águas de Angola, e do Engº. João Eduardo Ferreirinha Borges, representante da Empresa Nacional de Eletricidade de Angola e Diretor do projeto Cambambe. O Departamento de Recursos Ambientais (DPRA) é o responsável pelo projeto e também acompanharam a visita a Gerente do DPRA, Ingrid Müller e os Engenheiros Fernando Ribas Terabe e Paulo Henrique Cabral Dettmer, ambos do DPRA/DVHL.
Neste trabalho o LACTEC foi contratado, pela Construtora Norberto Odebrechet em parceria com a Construtora Engevix, para desenvolver o Projeto de Aproveitamento da Hidrelétrica de Cambambe, em razão de sua grande experiência no desenvolvimento de ensaios e estudos em modelos reduzidos. O Instituto é responsável pelo estudo da capacidade de descarga e pressões nos vertedouros orifício e de encosta, análise de estabilidade da bacia de dissipação e estudo dos efeitos erosivos à jusante do vertedouro de encosta.
O Diretor, Engº. Paulo Matos, dá continuidade aos esforços para a reconstrução e construção de novas infra-estruturas no domínio da produção, transporte e distribuição de energia elétrica em seu país.
CAMBAMBE A central hidrelétrica de Cambambe está localizada no Rio Kwanza, a 180 quilômetros a leste de Luanda e foi projetada com uma capacidade de regulação semanal (volume de armazenamento útil de 80 milhões m3). A construção da central começou em 1958, duas unidades de geração foram comissionadas em 1963 e outras duas em 1973.
O reservatório foi criado por uma barragem em arco de dupla curvatura de 80 metros de altura e 300 metros m de extensão. De acordo com o projeto inicial, sua parte central foi planejada para um vertedouro-orifício com comporta. Esta parte central não foi concluída e as comportas não foram instaladas. Conseqüentemente, a altura da barragem e o nível de água do reservatório ficam 30 metros abaixo da elevação final. Devido a essa característica, a capacidade nominal de geração é reduzida para 180 MW, que é 80 MW menos do que a capacidade nominal planejada originalmente. A central tem capacidade de regulação limitada e funciona praticamente a fio de água. A vazão contínua de água do vertedouro sem comportas provoca a erosão da base da barragem, que requer reparos periódicos. As obras de elevação da barragem e repotenciação da usina estão no seu início. |