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Lactec e Petrobras inauguram novo laboratório
 Arquivo LACTEC Laboratório do LEME foi ampliado
O Lactec e a Petrobras inauguraram nesta sexta-feira (5) o Laboratório de Desenvolvimento e Caracterização de Revestimentos e Soldagem (Revsolda). A unidade pertence ao Departamento de Mecânica e Emissões do Lactec. Com a ampliação da área útil do antigo laboratório de soldagem, as instalações ganharam novos equipamentos que aumentam a capacidade de serviços e pesquisas.
A obra, iniciada no ano passado, recebeu investimentos do Programa de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) da Agência Nacional de Energia Elétrica, a Aneel. Segundo o pesquisador do Lactec André Capra, essa é a primeira vez que um projeto do instituto, em parceria com a Petrobras, recebe os recursos da Aneel. Para ele, essa é uma oportunidade de expansão das pesquisas e da prestação de serviços.
De acordo com Fernando Castelloes, gerente de Pesquisa e Desenvolvimento de Gás, Energia e Gasquímica da Petrobras, a parceria da companhia com o Lactec tem garantido bons frutos. "Os resultados do projeto contribuem para a nacionalização das tecnologias de produção de energia elétrica no Brasil", afirma.
Projeto Lactec-Petrobras
O novo laboratório faz parte do projeto de desenvolvimento de ligas e revestimentos para componentes de turbina a gás de termoelétricas da Petrobras. São essas turbinas que permitem a geração de energia elétrica a partir da queima de combustíveis.
A intenção dos pesquisadores é melhorar a qualidade dos revestimentos que protegem as peças das turbinas das elevadas temperaturas, que podem chegar a 1.200 graus Celsius. Quando o revestimento não suporta essa quantidade de calor, ele se desgasta, afetando os metais de base que fazem parte da estrutura do equipamento. Como consequência, há o comprometimento da produção de energia elétrica nas turbinas a gás e a geração de um elevado ônus às empresas na substituição dos materiais que apresentam falhas.
Numa reunião realizada antes da inauguração do laboratório, técnicos da Petrobras e Lactec apresentaram conclusões de algumas fases do projeto, entre elas a identificação dos metais que compõem os revestimentos e sua forma de aplicação que estão disponíveis no mercado. A última etapa que se inicia nos próximos dias - com data de conclusão prevista para janeiro de 2013 - pretende desenvolver ligas metálicas e cerâmicas com melhores composições. A ideia é apontar os requisitos necessários para um revestimento que atenda as necessidades das turbinas a gás e sua correta aplicação. |